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A Defensoria Pública do Pará, em parceria com o Tribunal de Justiça e o Ministério Público, realizou, na manhã desta sexta-feira, 28 de setembro, no prédio-sede da instituição, mais um Mutirão Sistêmico de Desjudicialização, desta vez no Núcleo de Atendimento Especializado à Família (Naefa) e Núcleo de Atendimento Especializado da Mulher (Naem). Mais de 36 casais foram pré-agendados para atendimentos. Na ocasião, também foi encerrado o curso de “Formação em Percepção Sistêmica” que, desde o dia 26 de setembro, que habilitou novos defensores para a atuação na resolução de conflitos.

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O agora ex-casal, Luciana e Francisco Lima, vieram oficializar o divórcio e destacaram os pontos apresentados na palestra sistêmica como primordiais para a pacificação entre os casais. “Fiquei muito feliz em ver as palavras da palestrante, que falou coisas que realmente a gente se identifica e necessárias para que possa haver uma conciliação perfeita”, analisou o assistido. Já para Luciana, a palestra é essencial na decisão final do casal e para garantir a certeza na resolução. “A palestra realmente é bem eficaz, pois acho que tem gente que ainda fica em cima do muro, e é pra isso que serve mesmo, para as pessoas que ainda tem aquele amor dentro de si, e acaba até desistindo da ideia. Foi muito bom e agradeço à Defensoria”, declarou a assistida.

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Em seu último dia de aprendizado, os defensores públicos que participaram do curso de Formação em Percepção Sistêmica, vieram até o prédio-sede da instituição para participar do já renomado Mutirão Sistêmico, iniciativa da Defensoria Pública do Pará que concorre ao Prêmio Innovare, que tem como objetivo identificar, divulgar e difundir práticas que contribuam para o aprimoramento da Justiça no Brasil.

Para o defensor público que atua em Altamira, Sérgio Lima, a visão proporcionada nos mutirões é “totalmente diferenciada na resolução de conflitos”. “A solução extrajudicial de conflitos sempre foi uma prioridade da Defensoria e algo previsto na nossa lei complementar, mas as técnicas te dão outra percepção de como resolver o problema, pois não adianta você só ter uma noção teórica, uma noção abstrata do que seria essa resolução de conflitos, se você não entende e não percebe na prática, e o curso, assim como o Mutirão Sistêmico, ele te dá uma visão de quem é o assistido, de olhar não só para a demanda em si, mas o problema de fundo mesmo, do que leva aquela pessoa realmente a apresentar aquele problema, que às vezes é um problema superficial”, dissertou.

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A coordenadora de Políticas Cíveis da Diretoria do Interior, Paula Michelly Brito, ressalta a relevância das técnicas utilizadas no mutirão e nos resultados dos processos. “Eu considero que é de suma importância para a aquisição de novas técnicas que darão maior eficácia à resolução extrajudicial de conflitos, e nós temos alguns dados estatísticos do trabalho realizado pela Defensoria Pública de que não há um retorno dos casais que conciliam com esse método, ou seja, são quase 100% eficaz”, avaliou a defensora pública.

 

Texto: Rodolpho Henriques e Camila Madureira

Fotos: Matheus Nogueira

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